É… diz que sim. Andei aí uns anos perdida e agora deu-me vontade de experimentar tudo o que me apetece, mesmo sabendo de antemão que possa vir a ser uma fraude. Mas também se não tentar, nunca hei-de saber, né?… (Não é para responderem… É uma pergunta retórica. Diz que fica sempre bem e dá um toque de fino à coisa.)
Ora bem, então pó que me deu agora… Comecei por experimentar surf no ano passado quando esta verdadeira mega panca ainda não me tinha passado pela cabeça. O máximo que consegui foi por-me em cima da prancha de joelhos e vir a deslizar até atracar na areia (mas que pro…). Este ano, parece que a coisa ainda correu pior, mas o cansaço já era tanto que acabei por sair da água sem me conseguir por de pé em cima da prancha mais do que o tempo suficiente para poder gritar um “Consegui!”. Ficava-me sempre plo “Foda-se!”… Eu sei… o número de sílabas é a mesma… Mas a segunda expressão sai como se de apenas uma se tratasse (“Dass!”), qualquer coisa como 2 centésimos de segundo, que foi o tempo máximo que me conseguir aguentar em cima daquela coisa. Bem, mas não me dei por derrotada… novas ondas virão… literalmente!
Que se segue?… Ah! Hip hop. Essa coisa que já adoro desde o meu 10ano e nunca tive coragem para me meter. Primeiro porque nunca gostei do meu corpo e não o via a mexer-se como era preciso, segundo porque simplesmente não danço em público (isto não quer dizer que me ponha a dançar feita tolinha em casa… eu quando não sei, não invento, ok?). Bom (à Marcelo Rebelo de Sousa), mas aqui há tempos fui assistir a uma aula, e como gostei, mandei-me! A minha primeira aula foi há duas semanas. Foi quando fiquei a saber que a expressão corporal não é o meu forte e a minha noção de ritmo afinal é parecida com a do Jerónimo de Sousa. Mas disseram-me que era normal por ser a primeira vez e que com esforço a coisa vai lá. Dei a mim mesma um período de experimentação a ver como as coisas correm… Qualquer coisa como 2010… Próximo!
Estás-me a ver em cima dum skate? Não? Então experimenta outra vez… Ainda não?! Fogo… usa a imaginação… tá?… NÃO?! É assim tão improvável? Pode parecer… mas comprei um skate da Hot Wheels no domingo, e por via do mau feitio do São Pedro, que não quis fazer o jeito de fechar a torneirinha, só o estreei hoje… na minha garagem. Resumo da coisa: já consigo aguentar-me em cima dele uns 3m… Verdade! Agora é treinar pa partir para os ollies, kickflips e cenas várias… Não sabes do que tou a falar?… Estudasses! xD
E sai mais uma pa mesa 5! O retorno a uma paixão antiga: futsal. Decidi experimentar uma nova equipa (Amigos do Corim). Tive hoje o primeiro treino e pa já, fiquei com boa impressão. É só miúdas mais novas do que eu a dar-me baile, mas eu hei-de chegar-lhes aos calcanhares… com treino, a coisa vai
Por último, algo que ainda não experimentei, mas já tive a confirmação de que a aula está para perto… judo. Comecei a apreciar e a aprender um pouco mais sobre a modalidade com os jogos olímpicos em Pequim e como agora estou muito “experimentadeira” (como a Sofia disse), é mais uma em que me vou meter!
Deu-me agora uma visão… Estou a ver o meu futuro… Muitas nódoas negras, caixa de ar a rebentar pelas costuras, muito baile dado por miúdas, muita água do mar bebida, muita falta de coordenação… Hum… mas vai valer a pena
Voltando ao título deste post…
“Oh Elsa, mas explica-me lá uma coisa… Tu não acabaste agora o curso?”
“Sim… tou a fazer o mestrado, mas já estou a trabalhar…”
“Então e já não era altura de começares a ser mais mulherzinha… a tornares-te mais adulta?…”
“Não. Adulta já o fui no tempo em que não era pa ser. Eu sou assim. Gosto de ser diferente e fazer as coisas à minha maneira. Decidi inverter as coisas e ser adulta em chavala e ser chavala em adulta. Parece-te bem?”
“Não… quer dizer…”
“Pois, mas tu não mandas em mim. Vezes infinito.”
Se sou feliz? Pah… que te parece?…
Acho que deixei de ser parva e comecei a dar valor às coisas devidas e desprezar as outras com que tanto me preocupava… Faço o que gosto, deixei de me preocupar tanto com o futuro e aprendi a defender-me e a lutar pelos meus direitos. Tenho pena só ter conseguido isto agora, mas não é algo que se incuta… é algo que vem de dentro… Não é Carlos?
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(Às almas que conseguiram ler o texto até ao fim, é favor passar no balcão de pós-leitura para levantarem o seu Certificado de Paciência de Santo)