O meu nome é Elsa, muito prazer em conhecê-lo.
Ora bem, se não sabias, ficas a saber…
Tenho paciência pa ouvir os berros da minha mãe, mas não tenho pa ouvir os do meu sobrinho. Sou muito perfeccionista naquilo que me dá gosto fazer e no que não me dá sou uma baldas. Umas vezes so uma “workaholic” outras sou uma perguiçosa de primeira. Só tenho o sistema de “espírito de sacrifício” ligado de vez em quando e por vezes irrita-me não conseguir ligá-lo só porque me dá jeito. Gosto de chegar sempre a horas, mas há sempre qualquer coisa que me atrasa (nunca é culpa minha!…). Apesar de pensarem que sou uma “nerd”, estudar é coisa pela qual tenho um especial ódio. Um dos meus maiores prazeres na vida é dormir, mas não me importo de dormir pouco se tiver gosto em ficar acordada até tarde. Há sempre qualquer merda a importunar-me a cabeça mas faço questão de tentar fazer parecer que está tudo bem. Costumo guardar os desabafos para mim e depois só me lixo. Sou tão santa que se alguém me fizer mal, passado algum tempo já não me lembro de nada e até sou eu quem vai ter com a outra pessoa como se nada tivesse acontecido. Tenho pouca memória de momentos difíceis mas às vezes lembro-me de cenas insignificantes. Tanto gosto de ouvir música jazz e clássica como house e r’nd b – é pó lado que estiver. Sou capaz de abrir os meus 4 emails umas 10 vezes cada por dia pa saber se há novidades e ao mesmo tempo pode-me dar pa não abrir aquilo sequer durante uma semana. Sou uma viciada em MSN mas na minha lista é mais o pessoal que deixa aquilo ligado “pó caso” (e nem sequer tá perto…) do que os que vão pa lá po paleio – eu também já fui assim. Tenho panca com erros ortográficos e fico doente quando escrevo um e não me apercebo. Às vezes dá-me pa levar catálogos dos hipermercados e “vortens” para a casa-de-banho pa ter algo que fazer nos entretantos. Também costumo usar o WC como espaço de meditação. Tanto sou parva como nenhum homem consegue ser, como sou MUITO lamechas como nenhuma mulher consegue ser. É raro chorar num filme ou série por ter o botão “racional” quase sempre on e saber perfeitamente que à volta de uma cena tá montes de pessoal e a música não consta do momento, é algo que se mete depois. Se acontecer, é porque, a meu ver, ficou muito bem disfarçado. Quando conheço alguém a primeira coisa pa que olho é para as mãos e dentes. Passei muitas vezes por rapazinho em pequena e houve até uma vez que perceberam “Nelson” quando lhes disse que me chamava “Elsa”… [trauma]. Em pequena adorava legos, construir casas e desenhar altas plantas pa minha futura casa e foi daí que suguei do meu inconsciente a minha vocação profissional (por acaso até ao momento ainda não me arrependi…). Deitava os “playmobils” para não terem que ficar toda a noite de pé (podiam-se cansar…). Tinha um kart de pedais e consegui uma vez pôr-me a andar em duas rodas, tal e qual o Kitt (ah poisé! a minha irmã assistiu!!

). Tinha a mania de fazer das caixas de bombons o meu laptop. Dava-me com gunas e agora nem arrisco falar com eles sequer. Adoro amendoins mas fazem-me mal comó raio. Na carne à alentejana deixo sempre as castanhas para o fim. Quando estou a comer batatas fritas de pacote no prato, deixo as maiores para o fim. Detesto peixe cozido e muita da variedade que há de peixe, mas adoro bacalhau. Gosto de Ice Tea de pêssego, mas detesto Nestea de pêssego. Bebo chá todos os dias, e se der, várias vezes até. Detesto café. Detesto o cheiro a tabaco. Sou muito tímida com quem não conheço bem e uma trenga com quem estou à vontade. Todos os dias de manhã, quando acordo, a primeira coisa que faço é estalar as costas. Eu digo que não ressono, mas há quem diga que sim. Sei fazer bem de conta que estou a dormir quando não de me dá jeito dar a entender que estou acordada. Tenho o sono muito leve e com qualquer coisinha acordo. Não consigo fazer “fretes”, se não estou à vontade, não estou e demonstro isso. Adoro rir mas prendo muitas vezes o choro. Adoro fazer surpresas a quem venero. Gosto mais de dar do que receber presentes. Quando faço anos peço ao pessoal para não me dar nada a não ser um postal. Colecciono postais. Às vezes apetece-me mandar a minha mãe a baixo de Braga, outras dizer-lhe o quanto a amo e nunca fui capaz. Há alturas em que faço de conta que não ouço os meus pais para não me darem mais que fazer. Escrevo melhor do que falo e por vezes poliço a falar. Ataques de riso e parvalhice são essenciais todos os dias, se não os tenho, fico chata cumá putassa. Tenho problemas em todo o aparelho digestivo, reumatismo e bronquite asmática, não dispenso o belo do cobertorzinho nas pernas e o aquecedor no inverno, quando me dão letra não me calo e se estou aborrecida ninguém me atura, portanto não me vai custar muito ser velha. DETESTO QUE ME IGNOREM e costumo ter cuidado para não fazer isso aos outros (“não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti”, so I’ve heard…). Sou muito exigente comigo mesma (e também com os outros) e é muito difícil surpreender-me. Ao entregarem-me uma prenda não tentem perceber se gostei muito ou detestei. Normalmente a expressão é igual. Sou muito contida em emoções do género, portanto há quem tenha dificuldade em perceber o que me vai na cabeça realmente. Não jogo nada de jeito futsal, mas faço questão de jogar e ser eu a marcar os joguinhos ao sábado. Não consigo passar um dia sem ouvir música e se vou pó ginásio sem o MP3, já não me corre tão bem o treino. Tenho a mania que sei jogar tudo e mais alguma coisa, mas tenho medo de me aleijar a fazer ginástica, portanto detesto. Apesar de parecer, não sou lambe-botas. Topo-os à distância e detesto-os. Quando fico a conversar com um prof no final da aula não é para lhe dar graxa, mas para aprender mais com eles. Sério sério. Ainda hoje há gente da escola preparatória que sabe o meu nome (profs e empregados). Era muito social em pequena, depois houve aí um tempo em que me tornei anti-social e agora tou a tentar voltar a dar-me com toda a gente porque só se ganha com isso. Muitas vezes sou mal-educada para quem não merece quando estou stressada com alguma coisa (nomeadamente família…). Tenho a mania que sou muito organizada mas chateia-me arrumar a minha secretária e o meu armário. Gosto de fazer massagens, mas só se estiver para aí virada. Gosto de música de elevador mas não me sinto nada confortável com uma pessoa desconhecida ao lado (não tenho jeito para “desbloqueadores de conversa” nestas situações). Sou uma fraude no campo da “noite”. Às vezes prefiro ficar em casa a ver um filme do que sair. Não tenho paciência para explicar ao meu pai cenas básicas no computador, prefiro fazer-lhas. Não tenho paciência para as pingarelhices da minha mãe. Detesto fofoquices. Detesto falar de futebol com benfiquistas. Detesto o facto de não ser aventureira nem arricar muito e jogar sempre pelo seguro. Detesto o facto de só optar pelo pensamento “terra-a-terra” e ser TÃO racional. Tenho a panca de olhar para o relógio quando estou deitada e só me levantar a horas certas (tipo… aos minutos das dezenas redondas). Passo-me com gente que se faz de bêbada. Detesto pessoal “artificial” (nomeadamente gajas, né…). Sou muito prática no que toca a vestir, mas gostava de ser menos. Detesto gente “fófinha” com conversas da treta.
Lamento.
Sou assim.
Andei a ler uns blogs novos e vi lá uma ideia brutal: “como conhecer uma pessoa em 5min!”. Então, com o consentimento da autora, decidi copiar a ideia.
Obrigadinha Carolina! (“Quem cala consente”, né?
)
Ora bem, se não sabias, ficas a saber…

Tenho paciência pa ouvir os berros da minha mãe, mas não tenho pa ouvir os do meu sobrinho. Sou muito perfeccionista naquilo que me dá gosto fazer e no que não me dá sou uma baldas. Umas vezes so uma “workaholic” outras sou uma perguiçosa de primeira. Só tenho o sistema de “espírito de sacrifício” ligado de vez em quando e por vezes irrita-me não conseguir ligá-lo só porque me dá jeito. Gosto de chegar sempre a horas, mas há sempre qualquer coisa que me atrasa (nunca é culpa minha!…). Apesar de pensarem que sou uma “nerd”, estudar é coisa pela qual tenho um especial ódio. Um dos meus maiores prazeres na vida é dormir, mas não me importo de dormir pouco se tiver gosto em ficar acordada até tarde. Há sempre qualquer merda a importunar-me a cabeça mas faço questão de tentar fazer parecer que está tudo bem. Costumo guardar os desabafos para mim e depois só me lixo. Sou tão santa que se alguém me fizer mal, passado algum tempo já não me lembro de nada e até sou eu quem vai ter com a outra pessoa como se nada tivesse acontecido. Tenho pouca memória de momentos difíceis mas às vezes lembro-me de cenas insignificantes. Tanto gosto de ouvir música jazz e clássica como house e r’nd b – é pó lado que estiver. Sou capaz de abrir os meus 4 emails umas 10 vezes cada por dia pa saber se há novidades e ao mesmo tempo pode-me dar pa não abrir aquilo sequer durante uma semana. Sou uma viciada em MSN mas na minha lista é mais o pessoal que deixa aquilo ligado “pó caso” (e nem sequer tá perto…) do que os que vão pa lá po paleio – eu também já fui assim. Tenho panca com erros ortográficos e fico doente quando escrevo um e não me apercebo.
Às vezes dá-me pa levar catálogos dos hipermercados e “vortens” para a casa-de-banho pa ter algo que fazer nos entretantos. Também costumo usar o WC como espaço de meditação. Tanto sou parva como nenhum homem consegue ser, como sou MUITO lamechas como nenhuma mulher consegue ser. É raro chorar num filme ou série por ter o botão “racional” quase sempre on e saber perfeitamente que à volta de uma cena tá montes de pessoal e a música não consta do momento, é algo que se mete depois. Se acontecer, é porque a coisa ficou muito bem disfarçada. Quando conheço alguém, a primeira coisa pa que olho é para as mãos e dentes. Adoro covinhas e cabelo encaracolado. Não sou dada a pulseiras, nem relógios, nem a acessórios vários. Passei muitas vezes por rapazinho em pequena e houve até uma vez que perceberam “Nelson” quando lhes disse que me chamava “Elsa”… [trauma]. Em pequena adorava legos, construir casas e desenhar altas plantas pa minha futura casa e foi daí que suguei do meu inconsciente a minha vocação profissional (por acaso até ao momento ainda não me arrependi…). Deitava os “playmobils” para não terem que ficar toda a noite de pé (podiam-se cansar…).
Tinha um kart de pedais e consegui uma vez pôr-me a andar em duas rodas, tal e qual o Kitt (ah poisé! a minha irmã assistiu!!
). Tinha a mania de fazer das caixas de bombons o meu “laptop”. Dava-me com gunas e agora nem arrisco falar com eles sequer. Adoro amendoins mas fazem-me mal comó raio. Na carne à alentejana deixo sempre as castanhas para o fim. Quando estou a comer batatas fritas de pacote no prato, deixo as maiores para o fim. Detesto peixe cozido e muita da variedade que há de peixe, mas adoro bacalhau. Gosto de Ice Tea de pêssego, mas detesto Nestea de pêssego. Bebo chá todos os dias, e se der, várias vezes até. Detesto café. Detesto o cheiro a tabaco. Sou muito tímida com quem não conheço bem e uma trenga com quem estou à vontade. Todos os dias de manhã, quando acordo, a primeira coisa que faço é estalar as costas. Eu digo que não ressono, mas há quem diga que sim. Sei fazer bem de conta que estou a dormir quando não de me dá jeito dar a entender que estou acordada. Tenho o sono muito leve e com qualquer coisinha acordo.
Não consigo fazer “fretes”, se não estou à vontade, não estou e demonstro isso. Adoro rir mas prendo muitas vezes o choro. Adoro fazer surpresas a quem venero. Gosto mais de dar do que receber presentes. Quando faço anos peço ao pessoal para não me dar nada a não ser um postal. Colecciono postais. Às vezes apetece-me mandar a minha mãe abaixo de Braga, outras dizer-lhe o quanto a amo e nunca fui capaz. Há alturas em que faço de conta que não ouço os meus pais para não me darem mais que fazer. Escrevo melhor do que falo e por vezes poliço a falar. Ataques de riso e parvalhice são essenciais todos os dias, se não os tenho, fico chata cumá putassa. Tenho problemas em todo o aparelho digestivo, reumatismo e bronquite asmática, não dispenso o belo do cobertorzinho nas pernas e o aquecedor no inverno, quando me dão letra não me calo e se estou aborrecida ninguém me atura, portanto não me vai custar muito ser velha.
DETESTO QUE ME IGNOREM e costumo ter cuidado para não fazer isso aos outros (“não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti”, so I’ve heard…). Quando me tiram fotos com flash a minha pálpebra esquerda, por ser muito sensível, fecha-se e fico sempre com uma ar de tona. Consigo dobrar a língua em “U”. Consigo mexer as narinas. Consigo levantar só a sobrancelha esquerda. Sou muito exigente comigo mesma (e também com os outros) e é muito difícil surpreender-me. Ao entregarem-me uma prenda não tentem perceber se gostei muito ou detestei. Normalmente a expressão é igual. Sou muito contida em emoções do género, portanto há quem tenha dificuldade em perceber o que me vai na cabeça realmente. Não jogo nada de jeito futsal, mas faço questão de jogar e ser eu a marcar os joguinhos ao sábado. Não consigo passar um dia sem ouvir música e se vou pó ginásio sem o MP3, já não me corre tão bem o treino. Tenho a mania que sei jogar tudo e mais alguma coisa, mas tenho medo de me aleijar a fazer ginástica, portanto detesto. Apesar de parecer, não sou lambe-botas. Topo-os à distância e detesto-os. Quando fico a conversar com um prof no final da aula não é para lhe dar graxa, mas para aprender mais com eles. Sério sério. Ainda hoje há gente da escola preparatória que sabe o meu nome (profs e empregados). Era muito social em pequena, depois houve aí um tempo em que me tornei anti-social e agora tou a tentar voltar a dar-me com toda a gente porque só se ganha com isso. Muitas vezes sou mal-educada para quem não merece quando estou stressada com alguma coisa (nomeadamente família…).
Tenho a mania que sou muito organizada mas chateia-me arrumar a minha secretária e o meu armário. Gosto de fazer massagens, mas só se estiver para aí virada. Gosto de música de elevador mas não me sinto nada confortável com uma pessoa desconhecida ao lado (não tenho jeito para “desbloqueadores de conversa” nestas situações). Sou uma fraude no campo da “noite”. Às vezes prefiro ficar em casa a ver um filme do que sair. Não tenho paciência para explicar ao meu pai cenas básicas no computador, prefiro fazer-lhas. Não tenho paciência para as pingarelhices da minha mãe. Detesto fofoquices. Detesto falar de futebol com benfiquistas. Detesto o facto de não ser aventureira nem arricar muito e jogar sempre pelo seguro. Detesto o facto de só optar pelo pensamento “terra-a-terra” e ser TÃO racional. Tenho a panca de olhar para o relógio quando estou deitada e só me levantar a horas certas (tipo… aos minutos das dezenas redondas). Passo-me com gente que se faz de bêbada. Detesto pessoal “artificial” (nomeadamente gajas, né…). Sou muito prática no que toca a vestir, mas gostava de ser menos. Detesto gente “fófinha” com conversas da treta.
Lamento.
Sou assim.